Rondônia, 12 de dezembro de 2017

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03/12/2017 19:13

Porto Velho

Quem sabe Porto Velho não aprende a lição que Ji-Paraná ensina?

Opinião de Primeira por Sério Pires

Quem sabe Porto Velho não aprende a lição que Ji-Paraná ensina?

O investimento da Prefeitura foi de apenas 140 mil reais. Com criatividade, inventividade, parcerias, envolvimento da comunidade, Ji-Paraná se transformou, novamente, nesta época de final de ano, através de um convênio com a CDL, num verdadeiro ponto turístico do Natal. O dinheiro é pouco, mas se bem utilizado, como tem sido, dá resultados inacreditáveis. Os recursos são utilizados para a aquisição, manutenção, instalação e recuperação da iluminação natalina. Na segunda maior cidade do Estado, a Prefeitura, através das equipes de artesãos, produz e restaura os adornos com material reciclado, feitos com garrafas pets. As garrafas são arrecadadas pela população e por alunos das escolas municipais que participam dos projetos de educação ambiental durante todo o ano. A cidade neste período é considerada a mais iluminada do Estado e transforma-se num dos principais pontos turísticos de Rondônia, tendo como ponto alto, a abertura da Casa do Papai Noel, que acontece tradicionalmente em 2 de dezembro e repetiu-se neste sábado. A iluminação e os enfeites de material reciclado ficarão montados até o dia seis de janeiro de 2018. Até a data da retirada, a cidade deverá receber cerca de 10 mil visitantes por dia, vindos de todos os municípios de Rondônia e até de outros Estados. Uma pequena lição, simples, de que é possível fazer grandes coisas com poucos recursos. Tem que haver, é claro, integração, espírito comunitário, renúncias, esforço redobrado.

No final das contas – e Ji-Paraná prova isso - a festa não é só da própria cidade, mas de milhares de visitantes, encantados com o mais belo Natal de Rondônia. Está na hora de Porto Velho (e outras cidades de maior porte também), aprenderem a lição. Na Capital, por falta de recursos, a Prefeitura vai iluminar alguns poucos pontos. Ji-Paraná, com 140 mil reais dos cofres públicos e muitos apoios da iniciativa privada, está dando um show de luzes com 45 pontos super iluminados e coloridos. Quem sabe as equipes da Prefeitura da Capital e empresários lojistas, decidam fazer uma visita de trabalho à Jipa, para aprender como é que se faz, sem precisar fazer investimentos colossais? Planejar, envolver a coletividade, gastar pouco e bem; imaginar uma cidade mais linda, colorida, com uma iluminação de dar inveja e que ainda traz grandes benefícios também ao comércio como um todo, é um caminho simples de fazer as coisas. Queixar-se de falta de dinheiro e fazer quase nada é a via de escape mais comum. Porto Velho precisa aprender um pouco com Ji-Paraná e não só na decoração natalina!

O DILEMA DE ALUÍZIO VIDAL

Aluízio Vidal. Anote esse nome. Ele é pré candidato ao Senado pelo partido de liderança única, Marina Silva. Da Rede. Pois Aluízio, num partido nanico, sem dinheiro, sem estrutura, sem coligações, é o líder das pesquisas ao Senado em Porto Velho. Embora o poderio dele acabe na ponte sobre o rio Candeias, já que dali em diante seu poderio eleitoral enfraquece significativamente, ele sairia, numa eventual disputa ao Senado, com votação maior que os pesos pesados Expedito Júnior, Valdir Raupp e até Confúcio Moura, na preferência do eleitorado porto velhense. O problema de Aluízio é que fora da Capital ele tem muito poucas chances de cooptar votos suficientes para se eleger. É por isso que seu partido, a Rede, está pressionando para que ele seja candidato a uma das vagas à Câmara Federal, onde poderia ser eleito apenas com os votos de Porto Velho. A Rede está de olho é no percentual eleitorado, porque se não atingir o mínimo de votos, perderá o tão cobiçado Fundo Partidário. Aqui em Rondônia, o único nome da sigla que pode ajudar nesse sentido é Aluízio. Será que ele toparia não disputar o Senado, onde teria votação expressiva na Capital, mas provavelmente não se elegeria, por concorrer a uma cadeira à Câmara? O futuro dirá.

A CONFUSÃO NO TRANSPORTE

A segunda-feira vai começar com muita polêmica na Capital. Os taxistas, desesperados com a perda de passageiros para os aplicativos, como o Uber (que podem cobrar muito mais barato, já que não pagam os absurdos impostos e taxas pagos pelos táxis), vão lançar um programa alternativo de transporte. Será o táxi compartilhado, para não chamar de lotação. Os passageiros, não importa em que região da cidade sejam apanhados e onde sejam levados, pagarão apenas 5 reais. Os táxis também não cobrarão a tradicional bandeira 2 nas corridas de dezembro e anunciam 20 por cento de desconto nas demais tarifas, incluindo no cartão de crédito. Ou seja, a concorrência será duríssima. O problema é a ilegalidade do projeto. O sindicato dos motoristas e cobrados de ônibus, o Sutetuperon, emitiu nota de protesto na sexta, alegando que a inovação não tem qualquer apoio legal. Diz, num trecho da nota, por exemplo: “esse transporte clandestino prejudicará todos os usuários do transporte coletivo, começando pelas gratuidades de meia passagem, com preço menor, para estudante, idosos e portadores de deficiência”. Enfim, um enorme abacaxi para a Semtran começar a descascar...

CRÍTICAS À BANCADA FEDERAL

No encontro de governadores da região norte, no final de semana, em Manaus, o governador Confúcio Moura criticou a forma isolada como as bancadas federais dos estados da Amazônia atuam. Não citou nominalmente os Estados, mas é claro que ele se referiu principalmente às bancadas do Amazonas e de Rondônia: “As bancadas não parecem ser da Amazônia. São bancadas de si próprias. Elas têm que trabalhar entrosadas, trazer para perto do discurso nossos deputados federais de todos os partidos. Não tem partido, na verdade. A Amazônia é o nosso partido, somos nós”!. Confúcio falava na falta de ações integradas entre os representantes da região no Congresso Nacional. Já o governador amazonense, Amazonino Mendes, não poupou críticas à falta de planejamento do país. “Neste país em que não há planejamento algum, temos que estar mobilizados para pressionar o governo federal a atender nossos pleitos. Como não há planejamento, as coisas funcionam só na base da pressão”, protestou. Os governadores da região se encontraram durante a sexta-feira, para discutir temas regionais de interesse comum.

O TRIO ATRÁS DO ELEITOR

Os pré candidatos ao Governo, pelo menos o trio que aparece com maior destaque nas pesquisas, aproveitam mais um final de semana para percorrer cada metro quadrado de várias regiões do Estado. Não há ainda sequer data das convenções que vão oficializar as candidaturas em 2018, mas Ivo Cassol, Mauro de Carvalho e Acir Goraz não perdem tempo. Os dois senadores e o Presidente da Assembleia não perdem tempo em se reunir com lideranças do agronegócio, com produtores, com famílias e amigos tanto na sede dos municípios como nas áreas rurais. Claro que não há ainda pedido explícito de voto, porque a legislação proíbe e ninguém quer burlar a lei eleitoral, mas que a campanha já está em pleno andamento, está sim. Os demais postulantes, ainda também pré candidatos, não têm como andar pelo Estado, ao menos por enquanto. Como em muitos casos são personagens pouco conhecidos (a exceção é Expedito Júnior, que ainda pode decidir disputar o Governo e tem grande popularidade), o trio que aparece com destaque nas pesquisas até agora é o que se destaca. Além dos contatos com os eleitores, eles aproveitam também para conceder entrevistas para emissoras de TV, de Rádio, das pequenas emissoras comunitárias e até para a Voz do Poste.

OS ATAQUES AOS ÔNIBUS

O professor e vereador Aleks Palitot entrou de corpo e alma na luta, ao lado dos estudantes da Unir, para exigir segurança e o combate duro dos órgãos de segurança contra os constantes assaltos que vitimam universitários que estudam à noite. Na sexta, ele teve reunião em seu gabinete com representantes do Diretório Acadêmico da Unir e outros organismos que representam o corpo discente da Universidade, para formalizar protestos, queixas e exigir que haja uma ação concatenada, imediata e dura no combate à criminalidade que apavora os estudantes. Nesta segunda-feira pela manhã, Palitot, não se sabe se acompanhado por estudantes, terá uma reunião com o coronel Caetano, secretário de segurança do Estado, para discutir o mesmo assunto. Já foram registradas várias ocorrências de ataques contra universitários, dentro dos ônibus que os levam às aulas, sem que os bandidos tenham sido sequer identificados. O caso ainda vai render muita batalha dos estudantes e os que estão ao lado deles, para que o assunto tenha a prioridade que merece, da segurança pública.

PSICOPATAS NA SALA DE AULA

As cenas são revoltantes. O canalha, covarde, psicopata não gostou da nota que o professor deu a uma prova dele, que deve se achar um gênio e agrediu o pobre mestre. O fato ocorreu na zona sul de São Paulo, nesta última semana, quando repetiu-se o que está acontecendo quase todos os dias em várias regiões do país. Os anormais, protegidos pela vergonhosa lei brasileira que colocou o professor como vítima (quando ainda não são eles os declarados culpados por apanharem), fazem o que bem entendem. Quando são “dimenor”, esses marginais são tratados como pobrezinhos, produtos de uma sociedade que os oprime e bla bla bla, que se ouve nos discursos dos defensores dos direitos dos criminosos e inclusive de algumas autoridades do Ministério Público e do Judiciário, lamentavelmente. Quando são de maior, como no último caso de São Paulo, o desajustado, covarde, violento e anormal, é considerado como vítima, mesmo que seu ato cause a maior revolta entre as pessoas de bem deste país, que são, ainda bem, a grande maioria e não foram aparelhadas pelo PT e seus aliados. Até quando a sociedade brasileira vai suportar isso?

PERGUNTINHA

Não é extremamente preocupante o acentuado crescimento de casos de Aids no país inteiro e em todas as Capitais, como Porto Velho, onde num ano só ano surgiram mil novos casos?


Fonte:Sérgio Pires





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