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24/06/2022 07:01h - Porto Velho - Geral

São 193 milhões para pavimentar parte da rodovia do boi

Opinião de Primeira por Sérgio Pires.

Com pouca divulgação, até porque está localizada numa região do Estado com municípios de pequenas populações, está se desenvolvendo uma das obras mais importantes daquilo que se pode considerar como vital para a infraestrutura de Rondônia. Ela é a RO 370, mas praticamente ninguém a conhece por este nome. Na verdade, a estrada é a famosa Rodovia do Boi, porque nela transita grande parte do PIB rondoniense, principalmente o relacionado com a produção de gado, mas, é claro, também serve para o escoamento da produção agrícola de toda a região sul do Estado. A Rodovia do Boi tem um total de 180 quilômetros, ligando Corumbiara, no Cone Sul rondoniense, até Parecis, na Zona da Mata. Ali, o governo do Estado está investindo nada menos do que 193 milhões de reais, para obras de limpeza, terraplanagem e construção de galerias, com cinco lotes onde, depois, 84 quilômetros serão asfaltados. As frentes de trabalho são de empresas contratadas e são sendo fiscalizadas pelo DER. Cada quilômetro que será pavimentado, custará mais de 2 milhões e 297 mil reais, tal a complexidade da obra. Dias atrás, ao visitar o andamento dos serviços na Rodovia, em companhia de deputados e assessores, o governador Marcos Rocha, comemorou: “essa é uma rodovia extremamente importante para Rondônia. É por onde passa grande parte da produção agropecuária do Estado. Era uma obra esperada há muito tempo, muitos não acreditavam mais que seria feita, mas estamos honrando esse compromisso. Serão 84 quilômetros de asfalto de qualidade”. A RO 370 vive sob a poeira, no verão amazônico e se torna praticamente intransitável pelo barro, no período das chuvas. Os prejuízos são imensos, porque a má qualidade da rodovia influi negativamente no escoamento da produção. Moradores da região afirmam que há dias em que a poeira chega nas canelas e, quando há chuva, há trechos que se tornam simplesmente intransponíveis. Para o diretor geral do DER, Phillipe Rodrigues Maia, “estamos entregando muito mais que uma grande obra de infraestrutura para essa região: estamos prestes a transformar em realidade um sonho de décadas”, anuncia o diretor adjunto do DER, Philipe Rodrigues Maia. O asfaltamento da Rodovia do Boi tem um grande significado para a economia rondoniense. Ele acrescenta que “a região Sul do Estado, além de ser forte na pecuária, o que justifica o nome popular dado a RO-370, também transformou-se em uma grande produtora de grãos, especialmente soja e milho. E essa produção é escoada pela Rodovia do Boi”. A conclusão da obra está prevista para pelo no verão amazônico do ano que vem. Para asfaltamento dos demais 54 por cento que faltam para concluir o asfalto em toda a rodovia, não há previsão, ao menos neste momento. Se o preço por quilômetro for mantido o mesmo, no trecho que falta, serão necessários ainda investir mais 215 milhões e 500 mil, para pavimentar os 96 quilômetros que faltam. RESERVAS AMBIENTAIS: MILHARES DE RONDONIENSES CORREM O RISCO DE PERDER TUDO. MATANÇA AUTORIZADA DE TODOS OS ANIMAIS ESTÃO NO ROTEIRO Como deslocar mais de dez mil famílias e mais de 350 mil cabeças de gado, sem falar nas casas, obras feitas, plantações, sem causar uma comoção social? Como controlar uma população que trabalha na sua terra e, por decisão judicial, deve sair de onde está, porque está autorizada a queima das suas casas e do seu gado? Como vão aceitar essas decisões, famílias inteiras que vivem há 10, 20, 30 anos na sua terra e que, mesmo com documentos de propriedade que lhe foram dados pelo próprio governo brasileiro, estão sendo pressionadas a abandonar tudo o que é seu, sem qualquer indenização e fazer de conta que todas as suas vidas de trabalho foram em vão? Esses dramas estão desenhados em relação a algumas das onze áreas de reserva ambiental, criadas por uma canetada e por decreto pelo então governador Confúcio Moura. Quem comentou novamente o assunto, nesta quinta, foi o deputado Alex Redano, presidente da Assembleia Legislativa, ao participar do programa Papo de Redação, com os Dinossauros do Rádio (segunda a sexta, na Rádio Parecis FM, das 12 às 14 horas), que lidera um movimento em busca de diálogo, novos caminhos e saídas negociadas para um verdadeiro barril de pólvora em que se transformaram algumas dessas regiões do Estado, como Rio Pardo, Bico do Parque, Terra Roxa (próximo a Guajará Mirim) “e, ainda, a área Soldado da Borracha. “Naquela região que pertence a Nova Mamoré e está entre Jacinópolis e Nova Dimensão, a decisão judicial que existe, segundo Redano, é no sentido de “abater todos os animais, gado, galinha, porco e, ainda, retirar todo o mundo”. São mais de 1.500 famílias naquelas localidades. Segundo Redano, o Jurídico da Assembleia está trabalhando no sentido de buscar uma alternativa para todos esses casos, ao lado dos jurídicos das associações de moradores. O problema é de enorme gravidade e, durante longo tempo, ainda vai envolver muitas tentativas de apaziguamento e buscas de soluções negociadas. Por enquanto, contudo, o cenário é de enorme risco de confrontos. PL DE MARCOS ROGÉRIO CONSEGUE LIMINAR NA JUSTIÇA ELEITORAL PARA IMPEDIR MAIS DIVULGAÇÃO DE PESQUISA FAVORÁVEL A ROCHA Uma decisão judicial surpreendente, emanada pela Justiça Eleitoral, atendeu a pedido do PL, presidido pelo senador Marcos Rogério, proibindo a divulgação, a partir de agora, da pesquisa feita em Rondônia, para o Governo do Estado que colocou o governador Marcos Rocha bem à frente dos demais concorrentes. O juiz Edenir Albuquerque da Rosa, do TR E rondoniense, levou em conta a argumentação dos advogados do PL, de que a pesquisa feita pelo instituto Real Time/Big Data, contratada pela Rede Record nacional, não foi produzida com todos os dados científicos exigidos e que, por isso, teria tido resultado diverso da realidade. O magistrado acatou as argumentações do PL, decidindo que “determino a imediata suspensão da divulgação dos resultados da pesquisa registrada sob o número RO- 00114/2022, devendo a Rádio e TV Record S.A. remover, no prazo de 24 horas, a postagem constante na URL https://noticias.r7.com/brasilia/marcos-rocha-lidera-intencoes-de-voto-para-governo-de-rondonia- 15062022, devendo comprovar o cumprimento da medida, sob pena de pagamento de multa fixada em 1 mil reais por dia, limitada a 100 mil reais. Até o final da quinta-feira, não havia sido feito pronunciamento da emissora sobre a decisão. Desde a divulgação, partidários de Marcos Rogério contestaram a pesquisa. Um dos políticos mais próximos a ele chegou a dizer que a pesquisa foi direcionada. A pesquisa foi retirada do ar ontem mesmo. A Record fez a mesma pesquisa em pelo menos outros 16 estados brasileiros e, ao menos até agora, nenhuma delas foi contestada, como a de Rondônia. A campanha nem começou, mas a batalha já está nas ruas. E na Justiça Eleitoral. GOVERNISTAS FECHAM A BOCA E EVITAM FALAR EM ELEIÇÃO. MAS OS BASTIDORES DA POLÍTICA REGIONAL JÁ ESTÃO FERVENDO Enquanto o PL conseguiu uma vitória (mesmo que provisória, já que é uma liminar, passível de ser cassada a qualquer momento), a turma governista mantém absoluto silêncio não só sobre os números que o Real Time/Big Data anunciou há alguns dias atrás, como, da mesma forma, se ouviu qualquer comentário sobre alguma eventual comemoração, da porta para a fora, sobre a vantagem de Rocha que apontou o levantamento, agora proibido apontou. A tática do grupo da base de Rocha, na sua busca pela reeleição, tem sido falar o menos possível sobre a eleição, porque a ordem, de cima para baixo, é de conversar menos sobre qualquer tema que não sejam as realizações de governo. Quem apareceu na frente da pesquisa não comemorou. Quem ficou atrás, chiou, como é comum em ambas as reações. A turma do PL deu um passo adiante, buscando a Justiça Eleitoral para exigir que a pesquisa, que considerou falha e irreal, fosse tirada do ar, mesmo depois de vários dias em que ela foi amplamente divulgada em vários veículos de comunicação. A batalha pelo Palácio Rio Madeira/CPA, recém está começando. Vem ainda muita surpresa por aí, é bom que a gente se prepare para elas. A campanha, que nas ruas ainda é incipiente, nos bastidores dos partidos está fervendo. Conversas, ataques, contra ataques, comentários maldosos sobre adversários, Fake News não publicadas, mas faladas entre aliados contra seus oponentes já são comuns, no dia a dia. Até aliados, que estavam 100 por cento “fechados”, já romperam acordos verbais antes feitos. Num desses casos, conhecido personagem da vida pública chamava, para quem quisesse ouvir, um aliado de pouco tempo atrás de traidor. Lembremo-nos: recém está começando. LUCAS FOLLADOR LEMBRA EXEMPLO DO PAI, DIZ QUE APOIA O GOVERNO BOLSONARO E NÃO POUPA ELOGIOS À MARIANA CARVALHO Do alto do seu 1 metro e 95, o jovem Lucas Follador brinca que é o maior deputado da bancada federal de Rondônia. Na altura, não há dúvidas. Mas o estreante na Câmara Federal quer mesmo marcar sua passagem com posições firmes, projetos que beneficiem Rondônia e que defendam os interesses da população do seu Estado, ao mesmo tempo em que mostrará sua posição de defesa do atual governo federal e da defesa das teorias à direita. Quer, igualmente, ter uma passagem pela política, que recém está começando, seguindo o exemplo do pai, o três vezes prefeito e cinco vezes deputado estadual Adelino Follador, que tem uma trajetória vitoriosa, “com 43 anos de vida pública, ele é ficha limpíssima” como destaca o jovem parlamentar e que serviu de exemplo para que Lucas acabasse decidindo pela vida pública. Ele assumiu uma cadeira na Câmara há poucos dias, depois que a deputada Mariana Carvalho se licenciou do cargo para se dedicar à sua campanha em busca da única vaga ao Senado, a que Rondônia tem direito. Aliás, Lucas não poupa elogios à Mariana, inclusive destacando que ela é uma figura das mais queridas na Câmara Federal. Destacou também a confiança que o presidente Bolsonaro tem nela. Durante entrevista ao programa Papo de Redação, Lucas Follador destacou que pretende, no período em que ocupar o posto no Congresso, dar o melhor de si, sempre com os olhos voltados para a coletividade da sua terra. Ele ficou primeiro suplente na coligação que elegeu Mariana, quando conseguiu uma votação de mais de 27 mil votos. Deve permanecer na Câmara, como suplente, até novembro e sonha voltar a ela como titular em 2023, já que é candidato novamente. PREFEITURA PODE ANUNCIAR NESTA SEXTA, EMPRESA QUE VAI GERIR O COMPLEXO DA ESTRADA DE FERRO POR DEZ ANOS A sexta-feira marcará mais um momento importante para a espécie de nova vida que terá, quando reabrir ao público (em data ainda infelizmente não definida!) o novo Complexo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, um dos dois maiores monumentos históricos destas terras de Rondon, ao lado do Forte Príncipe da Beira. Se não houver impugnação ou outra medida que atrase ainda mais o assunto, a Prefeitura da Capital poderá anunciar a empresa vencedora da licitação para concessão do Complexo, ou seja, a empresa que irá gerir toda a estrutura que está em fase final de obras, até 2032. O evento acontece nesta sexta-feira, a partir das 11 horas, no auditório do Prédio do Relógio, quando serão abertos os envelopes com as propostas das empresas que concorrem à gerir a EFMM na próxima década. “A empresa que oferecer o maior valor de outorga para a Prefeitura de Porto Velho, vai administrar o complexo, ficando responsável pela gestão e uso dos espaços”, explica Márcio Martins, secretário-executivo do Conselho Gestor da Parceria Público-Privada. O Município entregará toda a superestrutura da EFMM completamente renovada. A revitalização, segundo a Prefeitura, está em fase final, com decks, área externa pavimentada e um novo projeto paisagístico. A empresa vencedora da concorrência vai, ela mesma comandar tudo no Complexo ou, ainda, poderá alugar espaços, para o atendimento ao público. A partir de agora, vai falar somente o anúncio da data definitiva em que a obra será entregue à população. NÃO É SÓ O BRASIL: ESTADOS UNIDOS E AMÉRICA LATINA TAMBÉM ESTÃO DIVIDIDOS ENTRE OS EXTREMOS E AS IDEOLOGIAS Muitos brasileiros se queixam do racha político no país, ao dividindo praticamente ao meio entre esquerda e direita. Lulistas e Bolsonaristas se digladiam nas ruas também, mas principalmente nas redes sociais, onde os ataques de parte a parte são cada vez mais ferozes. Para os que sofrem com essa divisão bipolar (com o perdão do trocadilho) é bom se informar como está a situação em outros países. A maior democracia do mundo, por exemplo, está no mesmo ritmo. Democratas (mais à esquerda e Republicanos (direita), estão enfrentando embates furiosos, brigando por qualquer causa, defendendo suas ideologias muitas vezes com fúria. O mesmo está ocorrendo em vários países da América do Sul, onde atualmente a esquerda avança, mas sempre com pequenas margens de percentuais, em eleições disputadíssimas voto a voto, onde há democracia. A Venezuela, infelizmente, é a maior exceção, porque nela foi implantada uma ditadura terrível, com o governo dominando o Judiciário e as Forças Armadas e colocando o país sob o tacão do ditador Nicolas Maduro. Argentina, Chile, Venezuela, Bolívia, Peru e agora a Colômbia, são os países da região dominados por governos esquerdistas, todos eleitos por pequena margem de votos sobre seus concorrentes de direita ou centro-direita, ou seja, tornando-se também divididas praticamente ao meio, por ideologias antagônicas. Guillermo Lasso, presidente do Equador desde maio do ano passado e Jair Bolsonaro, presidente do Brasil desde 2019, são atualmente duas ilhas da direita, cercadas por mares esquerdistas por todos os lados. Na América Latina, a esquerda também avançou bastante, com a vitória do socialista, Lopez Obrador, também numa eleição apertada no México. O comunismo pode ter acabado com a queda do Muro de Berlim e aquela que Churchill chamava de Cortina de Ferro, mas a esquerda, o comunismo e o socialismo continuam em moda no mundo inteiro. Será que voltarão no Brasil? PERGUNTINHA O que você achou da conclusão da investigação policial, apontando que o duplo assassinato do sertanista da Funai e do jornalista inglês foi apenas resultado de uma briga que começou com bate boca e acabou em tiroteio?
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Fonte: Sérgio Pires

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